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Proclame a minha morte!
estou cego...
Porque é tão dificíl amar?
O amor deveria ser algo gratuito... Dado aos ventos... Roubado dos céus...
Difundido livremente pelo coração...
Porque é tão dificíl amar?
Estou cego...e sempre estarei. Até esta ilusão chamada mundo acabar. Ou o que quer chamar.
Sinto Frio Parece que é hoje...
Penso mas não agüento. Tento esconder
Está difícil Costumeiramente falo
Entristeço palavras Que saem como mel
Mas sem abelhas
Provar da vida É fato insólito
Reconheço mas mão mereço
Estar aqui hoje em dia
Mé dá calafrio Onde ...
Responda-me
Por favor.
Escrevo para libertar-me de minhas próprias dúvidas, frustrações e ilusões
Para me dirimir de meu futuro certo, que é a morte. Futuro de todos. Passado de quem?
Me sinto lubridiado por mim mesmo, não mais são nem relaxado.
Atento ao passado, com dó do futuro, com a vergonha de lado.
Porque não apenas ser? e ter afeição?
Se o produto da minha dor é apenas a Imensidão...
Refletindo sobre o filme "Ensaio sobre a Cegueira" baseado no livro do Saramago, escrevo aqui minhas impressões:
Pimenta no sal
Às pressas vou falando
Tente outra vez
Pensei que ver é tudo
Mera perspectiva do ser
No encontro mais abafado do escuro
se abre a janela da mais gloriosa alma.
Funcionamos como raios curtos, em circunferências assimétricas, barrados pela aura do acaso. A não percepção da forma... A percepção da não-forma. Que precipita no acaso, no agora. O agora em que mais não falta. Tecemos fios que não nos ligam às “pirâmides” do passado. Como conseguiram feitos como aqueles? Nem a mais alta tecnologia explica as pirâmides. Concretude emerge do vazio inexplorado do raso, e tênue desejo e necessidade abstrata. Imagine o ainda inexplorado em nós ?
" O homem deseja ser imortal, se defendendo através de princípios efêmeros, mas um dia, cedo ou tarde, inexoravelmente verá que para ser imortal deverá se guiar por princípios absolutos. Nesse dia, morrerá para a "carne" e nascerá para o espírito. "
Dr. Celso Charuri

Isso é que é Felicidade!

A maior frustração do amor não é perder a pessoa amada ou deixar de ser o objeto do amor do outro. A maior frustração do amor é poder vivenciá-lo em si mas não consumá-lo , ou não compartilhá-lo.

Alma despenada
Alma despenada
Temida por nós
Tentáculos obstruídos pelo vento da vaidade
Tentar ser
Apenas
Um novo pensamento
Em movimento no âmago da armagura
Espelunca corre
Mas não cansa
Temo por ser
E por não viver
Temo por saber
A inteireza desse crer.
Infinito
Me escondo e apareço aonde ninguém nunca viu
Sinto o brasão forte da cor, que me diz em tons amarelo-esverdeados...
Se estou são
O cão,
Aquele que apareceu no sonho me disse
Medisse algo que não tenho como medir...
O infinito nos aborda através de diferentes fins,
Que fins são esses que sequer imaginamos?
Abraço a luz, a canção, o não.
Que me refere ao braço
As costas nuas sua
Me faz crer
Em poder ser um dia
Aquele que eu nunca me
tornei
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