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Ensaio sobre a Cegueira II

Proclame a minha morte!

estou cego...

Porque é tão dificíl amar?

O amor deveria ser algo gratuito... Dado aos ventos... Roubado dos céus...

Difundido livremente pelo coração...

Porque é tão dificíl amar?

Estou cego...e sempre estarei. Até esta ilusão chamada mundo acabar. Ou o que quer chamar.

Sinto Frio                     Parece que é hoje...

Penso mas não agüento.                Tento esconder

   Está difícil                                                Costumeiramente falo

Entristeço palavras                     Que saem como mel

                          Mas sem abelhas

Provar da vida                         É fato insólito

Reconheço mas mão mereço

                             Estar aqui hoje em dia

Mé dá calafrio                                            Onde ...

                          Responda-me

Por favor.

 

Por que escrevo ?

Escrevo para libertar-me de minhas próprias dúvidas, frustrações e ilusões

Para me dirimir de meu futuro certo, que é a morte. Futuro de todos. Passado de quem?

Me sinto lubridiado por mim mesmo, não mais são nem relaxado.

Atento ao passado, com dó do futuro, com a vergonha de lado.

Porque não apenas ser? e ter afeição?

Se o produto da minha dor é apenas a Imensidão...

Ensaio sobre a cegueira IVIIVVIIX

Refletindo sobre o filme "Ensaio sobre a Cegueira" baseado no livro do Saramago, escrevo aqui minhas impressões:

Pimenta no sal

Às pressas vou falando

Tente outra vez

Pensei que ver é tudo

Mera perspectiva do ser

No encontro mais abafado do escuro

se abre a janela da mais gloriosa alma.

 

Métricas do Acaso

Funcionamos como raios curtos, em circunferências assimétricas, barrados pela aura do acaso. A não percepção da forma... A percepção da não-forma. Que precipita no acaso, no agora. O agora em que mais não falta. Tecemos fios que não nos ligam às “pirâmides” do passado. Como conseguiram feitos como aqueles? Nem a mais alta tecnologia explica as pirâmides. Concretude emerge do vazio inexplorado do raso, e tênue desejo e necessidade abstrata. Imagine o ainda inexplorado em nós ?

" O homem deseja ser imortal, se defendendo através de princípios efêmeros, mas um dia, cedo ou tarde, inexoravelmente verá que para ser imortal deverá se guiar por princípios absolutos. Nesse dia, morrerá para a "carne" e nascerá para o espírito. "

Dr. Celso Charuri 

Divisão
Será que ainda piso no meu pé?
Você deseja o que eu quero?
Eu quero o que você deseja?
Eu quero o que eu desejo?
Paredes finas
Espessa ilusão
Terrenos que se movem
Criando espaços que só existem
na soma da subtração.

Isso é que é Felicidade!

Amor

A maior frustração do amor não é perder a pessoa amada ou deixar de ser o objeto do amor do outro. A maior frustração do amor é poder vivenciá-lo em si mas não consumá-lo , ou não compartilhá-lo.

Alma despenada

Alma despenada

Temida por nós

Tentáculos obstruídos pelo vento da vaidade

Tentar ser

Apenas

Um novo pensamento

Em movimento no âmago da armagura

Espelunca corre

Mas não cansa

Temo por ser

E por não viver

Temo por saber

A inteireza desse crer.

 

Infinito

 

Me escondo e apareço aonde ninguém nunca viu

Sinto o brasão forte da cor, que me diz em tons amarelo-esverdeados...

Se estou são

O cão,

Aquele que apareceu no sonho me disse

Medisse algo que não tenho como medir...

O infinito nos aborda através de diferentes fins,

Que fins são esses que sequer imaginamos?

Amém
 
Amena mente
A mesma mente que mente
é a mesma que sai, produz,...
a procura de angústia e sensação.
Amei a mente
Amamente,
Menos mente
Mais Coração!
Amém na Mente!
Soou como um refrão..
Indecifrável alusão

Abraço a luz, a canção, o não.

Que me refere ao braço

As costas nuas sua

Me faz crer

Em poder ser um dia

Aquele que eu nunca me

tornei

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